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A sensação da dor no treinamento

6 comentários
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Como definição pela associação Internacional do Estudo da dor, a dor é “ (…) Uma   experiência   sensorial   e   emocional desagradável, associada a lesões reais, potenciais ou  descrita  em  termos  de  tais  lesões. A dor é sempre subjetiva. Cada indivíduo aprende a utilizar este termo através de suas experiências anteriores”.

Muitas vezes ouvimos comentários de atletas, que a dor faz parte do treinamento e para ganhar performance ou melhorar desempenho, é necessário ter dor. Desculpem-me os menos informados, mas é simplesmente um absurdo este tipo de comentário.

A dor, é a única forma que o corpo tem de se comunicar e  mostrar que algo não está bem e que é necessário compreender as causas e tratá-las de maneira adequada.

As conquistas em nossas vidas, tanto no aspecto profissional, como esportista, devem ser adquiridas de forma progressiva, pois temos etapas a serem cumpridas e servirão de base para o próximo momento de treinamento. Se você pulou etapas, está correndo o risco de não alcançar seus objetivos, expondo seu corpo aos limites de sobrecarga e consequentemente à lesões.

Não confundam o sacrifício e a luta de alcançar suas metas, como vencer o cansaço, alimentar-se sem as guloseimas, privar-se de alguns eventos sociais com o fato de ter que sentir dor para demonstrar empenho.

O tratamento da dor é complexo, e requer esforço multidisciplinar, baseado em múltiplos enfoques do conhecimento humano.

A abordagem da dor crônica é absolutamente individualizada, cada dor é a “dor de uma pessoa”, com a sua história, sua origem, seu contexto e seu momento. A dor é subjetiva, mas não é abstrata. Ela é sentida por alguém que precisa ser compreendido e respeitado, e que na maioria das vezes, encontra-se com medo de sua realidade: não entende por que tem dor, teme a causa da dor, teme sua doença, seu tratamento, seu prognóstico, e a própria perspectiva de sentir (ou não) sua dor. Teme a perspectiva de experimentar uma nova (e pior) dor a cada momento, e que talvez não tenha controle.


  • Olá, muito interessante o artigo. Gostaria do nome do artigo de revisão citado (ELLA W, 2009)

  • marcaum54

    Bastante esclarecedor…

  • Jessica Lorraine

    Muito Bom!

  • André Luiz Reis

    Olá Professor Palmiro, fui seu aluno no curso do conceito Mulligan em Campinas e passo para parabenizar pela excelente matéria e dizer que suas idéias continuam me fazendo pensar e questionar muitos dos conceitos que aplicava até pouco tempo. Viva as possibilidades da terapia manual. Abraço!

  • Ricardo Vieira

    Muito bem Professor Palmiro, é exactamente isso. É inegável e comprovado cientificamente a relação entre o stress e determinados diagnósticos de doença e tensão no corpo. Daí ser importante na anamnese inicial, questionar o paciente sobre os seus padrões emocionais para ver se existem quadros de depressão, ansiedade, padrões irregulares de sono, mágoas etc. Se algum destes padrões estiverem presentes e não existir uma causa aparente biomecânica óbvia, provavelmente existirá uma questão somato-emocional a tornar determinada parte do corpo mais susceptível á lesão. Existem 5 pilares principais comuns a toda a gente que nos dão ou tiram saúde: Postura, meio ambiente, alimentação, hábitos de vida e padrões emocionais, mais ou menos nuns e noutros consoante a sua profissão, estilo de vida, ambiente familiar, carácter, etc. E existem várias abordagens manuais para a dissociação das cargas emocionais negativas como: Terapia sacro-craneana, Manipulação visceral, Zen-shiatsu, Kinesiologia entre outras… Para o diagnóstico dos processos emocionais temos a psicologia da correlação corpo/mente e uma das maiores autoridades na matéria é a Brasileira “Cristina Cairo” com 6 obras escritas algumas “Best-sellers”.

  • Muito bom o artigo !
    Sempre que necessário consulte um fisioterapeuta: http://www.servicosnacidade.com.br em Saúde e Bem Estar, Fisioterapeutas.

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