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Fisioterapia: Investir, acomodar ou largar?

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A fisioterapia brasileira passa por mudanças. Lentas, mas em curso. Comparando o que vivo hoje, em termos de mercado e técnicas, com o que vivi há 15 ou 20 anos atrás, percebo uma enorme evolução.

Travo uma luta pessoal para desenvolver nossa profissão. Criei uma técnica chamada RMA da Coluna Vertebral e montei um modelo de negócio em torno dela, que evoluiu para a minha primeira empresa: o Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. Em expansão contínua, o ITC Vertebral tem me possibilitado desenvolver novas ideias e projetos, sempre defendendo e representando nossa classe. Trabalho de forma incessante e incansável.

Outro dia, refletindo sobre toda essa história e sobre o nosso mercado, cheguei a uma triste conclusão: os fisioterapeutas têm, necessariamente, que escolher entre investir, acomodar ou largar a profissão.  E todas as escolhas dependem, exclusivamente, de uma única variável: da vontade do fisioterapeuta.

Antes de se contorcer na cadeira, amigo fisioterapeuta, permita-me explicar o porquê da conclusão. O cenário da fisioterapia brasileira contém elementos muito particulares, quase cruéis, que exigem muito sacrifício e paixão dos profissionais da área. Nosso mercado é dominado pelos planos de saúde, que nos menoscabam e nos subvalorizam. Nossa legislação permite o atendimento múltiplo de pacientes, praticamente um crime contra nossa profissão. Vivemos às sombras de outras áreas da saúde, quando, na verdade, deveríamos construir uma cultura multidisciplinar, onde cada área exerceria seu papel específico.

São tantos os obstáculos que é difícil enxergar uma perspectiva positiva para os jovens fisioterapeutas. Muito comumente escuto colegas fisioterapeutas falarem sobre seus filhos: “espero que ele escolha outra profissão”. Felizmente, confesso que um dos dias mais felizes, no papel de pai, foi quando meu filho decidiu ser fisioterapeuta e seguir meus passos.

A essa altura, você deve estar imaginando que escrevi essas linhas para desacreditar nossa profissão, mas peço um pouco mais de paciência, pois vou te provar que, no Brasil, o mercado de fisioterapia está aquecido e repleto de oportunidades.

Nosso grupo hoje gere três grandes operações franqueadoras com mais de 140 unidades franqueadas. Vejo, diariamente, grandes exemplos de como um fisioterapeuta pode crescer e empreender no país. Apesar da crise política, que acaba esfriando nossa economia, nossos negócios continuam crescendo. Percebo a movimentação de cada um de nossos franqueados, por iniciativa própria ou motivados por ações de nosso time, em busca de otimizar seus resultados. Com foco, objetivo e atentos a áreas mais distantes à nossa formação, como gestão, marketing ou vendas, constroem sua rentabilidade, independente do cenário em que estão envolvidos. Se o momento econômico é adverso, imprimem o dobro de esforço.

Evoluindo em minha reflexão, sobre investir, acomodar ou largar, concluo que a opção sensata para que os colegas escolham é a de investir, já que acomodar ou largar não proporciona desenvolvimento algum. Na verdade, percebo que os muitos colegas que acomodam ou abandonam a profissão, fazem-no por falta de percepção do próprio mercado ou por falta de orientação profissional (orientação sobre mercado, não sobre técnica).

Em breve, escreverei sobre algumas opções de investimento disponíveis em nossa área, mas guardem essa reflexão, pois precisarão para o nosso próximo encontro.

Um grande abraço!

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